quarta-feira, dezembro 01, 2010

«...Uma manhã, lembro-me de ter subido e de a ter visto pela primeira vez com os cabelos apanhados num rabo-de-cavalo. Um rabo-de-cavalo preso no alto da cabeça: uma das coisas mais femininas que há no mundo, faz-me perder a cabeça. Via-se-lhe bem o pescoço, as orelhas, a linha do maxilar. Lembro-me de ter pensado: "Agora vou ter com ela e ponho-me a obsrevá-la até ela se levantar e começarmos a olhar-nos nos olhos, em silêncio. A dizer um ao outro sem falar tudo o que sentimos. Um olhar intenso, daqueles que sacodem a alma. Depois beijamo-nos. Separamo-nos e eu dou-lhe alguns beijos ao de leve nos olhos, no nariz, nas faces e na testa, e mais um, o último, nos lábios. As pessoas que vão no eléctrico observam-nos e de repente ouve-se um demorado aplauso. Ouve-se uma música, o eléctrico pára e nós descemos, afastando-nos pelas ruas da cidade. Genérico do filme, acendem-se as luzes e as pessoas saem comovidas do cinema"
Mas, não. Fiquei como sempre à distância. Não houve música, nem aplausos, apenas os vidros embaciados....»
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... do livro que, hoje em dia, faz as delícias da minha hora de almoço!
Depois conto qual... Mas agora é só meu... Todo meu só para mim... :P

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