sábado, maio 07, 2011

Linda!



«Pedes-me um tempo, para balanço de vida. Mas eu sou de letras, não me sei dividir.
Para mim um balanço é mesmo balançar, balançar até dar balanço e sair..
Pedes-me um sonho, para fazer de chão. Mas eu desses não tenho, só dos de voar.
Agarras a minha mão com a tua mão e prendes-me a dizer que me estás a salvar.
De quê? De viver o perigo.
De quê? De rasgar o peito.
Com o quê? De morrer, mas de que paixão?
De quê? Se o que mata mais é não ver o que a noite esconde e não ter nem sentir o vento ardente a soprar o coração...

Pedes o mundo dentro das mãos fechadas e o que cabe é pouco mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes, quando falha o chão, o salto é sem rede e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho para juntar os pedaços mas nem tudo o que parte se volta a colar.

E agarras a minha mão com a tua mão e prendes-me e dizes-me para te salvar. De quê? De viver o perigo.
De quê? De rasgar o peito.
Com o quê? De morrer, mas de que paixão?
De quê? Se o que mata mais é não ver o que a noite esconde e não ter nem sentir o vento ardente a soprar o coração.»

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